Como aplicar o método PRISMA numa revisão sistemática de qualidade

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O método PRISMA é amplamente reconhecido como uma das melhores práticas para conduzir revisões sistemáticas estruturadas e fiáveis em contextos académicos. Ao seguir as suas etapas, é possível documentar todo o processo de pesquisa, seleção e análise de estudos de forma transparente, reduzindo vieses e aumentando a validade metodológica do trabalho.

Neste artigo, vamos explicar o que é o método PRISMA, como implementá-lo corretamente e por que é tão importante para a elaboração de uma revisão sistemática bem-sucedida no meio universitário português.


O que é o método PRISMA?

PRISMA significa Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (em português: Itens Preferenciais para Relatórios de Revisões Sistemáticas e Meta-Análises).

Esta diretriz internacional, publicada originalmente em 2009, orienta a forma como as revisões sistemáticas devem ser planeadas, executadas e descritas, assegurando clareza, transparência e replicabilidade.


Por que utilizar o PRISMA no ensino superior?

No contexto académico em Portugal, o método PRISMA oferece várias vantagens:

  • Estrutura e rigor científico no levantamento bibliográfico
  • Facilita a avaliação por orientadores e júris
  • Reduz o risco de enviesamento na seleção de fontes
  • Justifica com clareza a escolha dos estudos incluídos
  • Fortalece a validade das conclusões com base em evidências
  • Contribui para um enquadramento teórico mais coerente

Etapas do método PRISMA: guia prático

Aplicar o PRISMA exige o cumprimento de etapas específicas. Eis como deve ser feito:

  1. Formulação da questão de investigação
    O ponto de partida é definir uma pergunta de investigação clara, que servirá como fio condutor de toda a revisão.
  2. Definição da estratégia de pesquisa
    Nesta fase, delineia-se um plano de pesquisa bibliográfica sistemática, com:
    • Bases de dados científicas (como Scopus, Web of Science, PubMed, Google Scholar)
    • Palavras-chave e descritores
    • Operadores booleanos (AND, OR, NOT)
    • Filtros por data, idioma, tipo de estudo, etc.
  3. Identificação dos estudos relevantes
    Compila-se o total de publicações encontradas com a estratégia definida.
    Exemplo:
    • Artigos localizados nas bases de dados: 450
    • Fontes adicionais: 30
    • Total de registos: 480 (antes da remoção de duplicados)
  4. Remoção de duplicados
    Usa-se um software de gestão bibliográfica para eliminar estudos repetidos. Esta etapa deve ser documentada no diagrama PRISMA.
  5. Triagem de títulos e resumos
    Analisa-se o título e resumo de cada artigo, aplicando os critérios de inclusão e exclusão definidos (ano, área temática, tipo de publicação).
  6. Leitura e avaliação integral dos textos
    Os estudos que passaram à fase anterior são lidos por completo para confirmar a sua elegibilidade.
  7. Seleção final dos estudos
    Os artigos que realmente cumprem os critérios tornam-se parte da revisão. O número final deve ser fundamentado de forma clara.
  8. Criação do diagrama de fluxo PRISMA
    Este gráfico resume visualmente o percurso de seleção dos estudos: identificados, excluídos e incluídos.
  9. Análise da qualidade metodológica
    É avaliada a robustez metodológica dos estudos selecionados, utilizando ferramentas apropriadas consoante o tipo de investigação.
  10. Síntese dos resultados obtidos
    Reúnem-se os principais achados dos estudos incluídos, organizando a informação de forma lógica, clara e acessível.

Erros a evitar na aplicação do PRISMA

  • Não apresentar critérios de inclusão/exclusão de forma justificada
  • Ignorar bases de dados importantes para a área em estudo
  • Não explicar como foi construída a estratégia de pesquisa
  • Incluir o diagrama PRISMA sem interpretação textual
  • Confundir revisão sistemática com revisão narrativa

Considerações finais

Dominar a aplicação do método PRISMA constitui uma mais-valia académica importante. Garante qualidade, profundidade e rigor científico em revisões sistemáticas, valorizando o projeto de mestrado, trabalho final de curso ou mesmo a tese de doutoramento.

Se estás a preparar o teu trabalho académico e precisas de orientação na utilização do PRISMA, a nossa equipa especializada está disponível para te acompanhar e assegurar uma revisão metodológica sólida e bem fundamentada.


Perguntas frequentes (FAQ) sobre o método PRISMA

É obrigatório usar o PRISMA?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado. Muitas universidades e publicações científicas exigem ou valorizam o uso deste método como garantia de qualidade.

Onde devo colocar o diagrama PRISMA no meu projeto?
Normalmente, o diagrama é incluído na secção de metodologia ou como anexo, mas deve sempre ser comentado e contextualizado no corpo do texto.